Páginas

terça-feira, 11 de setembro de 2012

O Fantástico Mundo do Horário Eleitoral



          Ano de eleição é sempre a mesma coisa. Candidatos prometendo resolver todas as questões da saúde, educação, acabar com o desemprego etc. Jingles nos mais diferentes ritmos e estilos. Panfletagem em todos os lugares, e concorrentes “exóticos” na televisão afirmando ser a solução de nossos problemas.

            Bem... Se eles estão efetivamente preparados para assumir o cargo a qual se candidataram, se tem preparo e competência para isso, é algo que realmente devemos analisar e refletir friamente. Porém aqui iremos analisar de forma bem-humorada as figuras que estão aparecendo no horário eleitoral do Rio de Janeiro, Duque de Caxias e São João de Meriti.

        Renovação. Essa é a palavra mais vista nas propagandas políticas dos candidatos a vereadores. Depois da Lei da Ficha Limpa parece que renovar e mudar são os verbos que ditam moda no horário eleitoral. 

Um novo jeito de fazer política! Com praticamente o mesmo sentido de “renovação” a frase vem sendo adotada pela a maioria dos candidatos como tentativa de convencer o eleitor de que tudo será diferente. Será?

O amigo do povo!  Não prometo, faço! Você conhece. você confia! Iremos encontrar estas frases aos montes no nosso horário eleitoral. É incrível ver, muitas das vezes, promessas sem coerência alguma que terminam nas celebres frases acima. 

(...)
            Não é de hoje que a sociedade brasileira vem enfrentando problemas na saúde, educação, transporte... Mas o fato interessante é que praticamente 90% de nossos candidatos prometem lutar por melhorias nestes setores e a pergunta que fica é, se toda a eleição mudanças fantásticas são prometidas, porque nada melhora?

(...)
            Apesar da falta de criatividade no aspecto das “promessas eleitorais”, não falta inovação nos slogans de alguns candidatos. Veja alguns exemplos:

Esse é do bem! - Leonardo Moura 20100 (PSC)

Para o Rio ficar legal mais esporte é fundamental Cleide Vital (PSDB)

O Rio precisa de mudança. Vote França! – França (PSDB)

Quer um cara legal? Vote em Bruno Pascal! – Bruno Pascal (PDT – Caxias)

Você quer tudo novo? Vote Dudu do Povo! – Dudu do Povo (PDT – Caxias)

Esse é limpeza! – Marquinho Desinfetante (Coligação PSD + PT do B – Caxias)

Ilumine seu voto! - Zezé da Luz (PMDB – Caxias)

A gente é quem faz! Vote em Eliane Novaes (PSC – São João de Meriti)

Viaje nesse sonho! – Márcio do Taxi (PR)

Eu acredito no sobrenatural de Deus! – Profª Carmem (PMDB – São João de Meriti)

E o melhor...
Vote em mim! Nem que seja de brincadeira. – Harry (PMDB - São João de Meriti)

            O lado criativo de nossos candidatos não se restringe ao slogan de campanha. Até o próprio nome pode receber esse influência quase que sobrenatural.

Poeta (PDT)
Su Careca (PDT)
Handerson Chicleteiro (PR)
China, estamos juntos (PSB)
Chapisco (PTB)
Kibe (PSD – Caxias)
Adail Coisinha (Coligação PSC/PTB- Caxias)
Wilson Perna Torta (DEM – São João de Meriti)
Eterna Merendeira (PSC – São João de Meriti)

             Ainda temos os candidatos que gostam de colocar substantivos em seu nome de campanha como do sacolão, da Kombi, do Pantanal, da farmácia, do taxi, da ótica, da poesia, do futebol, da padaria, do gás.

             A quantidade de Tias, Tios, Professores e Doutores também assusta. E além deles temos os líderes religiosos como os Presbíteros, Pastores e Missionários.

             Se não bastassem os anônimos, temos os “famosos” que tentam de algumas fora usar seu prestigio para conseguir um cargo público como o cantor Bebeto, a MC Bruninha, a presidente do Flamengo Patrícia Amorim e até o Charles Wikipédia.

Brincadeiras a parte, outubro esta ai e votação é sim coisa séria.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Nas entrelinhas


Foto por: Jhon Denison
Muitos não sabem, mas hoje dia 25 de julho é comemorado o Dia do escritor. Para os amantes de livros esta data é algo fundamental. Quantos de nós já viajamos por terras desconhecidas e universos alternativos através das linhas de um romance? 

Além de serem nossos guias turísticos em universos paralelos, os escritores são, em minha opinião, os verdadeiros heróis das histórias. É da mente deles que saem gladiadores, bruxos, fadas ou pessoas normais assim como nós.

Além disso, o escritor tem a árdua tarefa de escrever. Sim, porque escrever não é apenas juntar palavras, deve-se dar um sentido a elas. E para ser escritor além de dar sentido, você deve fazer aquele que lê sentir. Chorar, sorrir, se perguntar por que o mocinho é tão burro. 

Essas são as funções do escritor, nos levar para passear em um universo que ele criou com o único objetivo de nos tirar, nem que seja por alguns minutos, de nossa realidade por diversas vezes difícil e complicada. Nos mostrar através das palavras uma percepção diferente do mundo.

Portanto valorize o livro que gosta, mas nunca se esqueça da mente brilhante que habita por trás dele.


Megafone (A)lternavivas

Dê sua opinião sobre o post! Concorda ou discorda? Já escreveu alguma história, tem algum escritor favorio? Conte para nós sua experiência.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Do lado esquerdo do peito


Você já parou para pensar na infinidade de pessoas que passam por nossas vidas todos os dias? Seja no trabalho, na faculdade, na rua, no supermercado... Quantas pessoas já se sentaram ao seu lado e comentaram sobre o tempo ou sobre o governo com o único objetivo de iniciar uma conversa?

Digo com certeza que todos nos já passamos por uma situação como essa. Porém a pergunta que mais me desperta curiosidade no dia de hoje é “Porque apenas algumas destas pessoas se tornam tão fundamentais e essenciais em nossas vidas?

O acaso ou o destino podem talvez explicar a questão ou a resposta pode ser a famosa frase “A gente não faz amigos, reconhece-os."

Um simples gesto, olhar ou comentário parece ser o terreno fértil para que uma grande amizade floresça. E isso é uma das coisas mais belas de se ter um amigo.  Nada além do  bem-querer é necessário para realizar esta parceria quase que celestial. Sim, celestial porque muitos de nossos amigos por diversas vezes cumprem o papel de verdadeiros anjos, nos amando, confortando e permanecendo conosco seja nos momentos mais felizes ou nos mais tristes. 

Pegando emprestado uma frase de Antoine de Saint-Exupéry gostaria de dizer a todos os meus amigos que “Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nós deixam sós. Deixam um pouco de si, levem um pouco de nós.” Feliz dia do amigos para todos os meus amados e queridos anjos!

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Sustentabilidade muito além do verde


Pegando carona neste clima de sustentabilidade da Rio+20, observei um fato bastante interessante e que a meu ver merece um olhar mais atencioso por parte da maioria de nós. Já há muitos anos se tem falado a respeito do consumo consciente e de estratégias que tanto o governo, quanto a sociedade civil podem adotar para que se explorem menos os recursos naturais de nosso país. Uma das iniciativas que podem ser adotadas é a reciclagem. O Brasil é um dos primeiros no ranking de países que mais reaproveitam seu lixo. Uma conquista bastante louvável se considerarmos apenas o aspecto dos benefícios ambientais conquistados. Contudo, essa estatística representa a necessidade de sobrevivência de parte de nossa população que encontrou no lixo uma fonte de renda.

            Com o crescimento do consumo de produtos que não agridam o meio ambiente, a indústria passou a recorrer à matéria-prima vinda de artigos reciclados e com isso temos um aumento da demanda destes. Criaram-se cooperativas de catadores e ONGs que investem neste trabalho e assim nasceu mais uma forma de sobreviver da parte mais necessitada de nossa população. Quantas famílias têm sua renda vinda unicamente da reciclagem de alumínio, papel...?

            Temos que pensar de uma forma mais consciente? Sim, certamente. Devemos ser sustentáveis em nosso dia-a-dia, com medidas que parecem simples, como separar o lixo, mas que tem efeitos bastante significativos. Além disso, precisamos observar que ser sustentável é se preocupar com o meio em que vivemos e esta preocupação envolve proporcionar condições de vida minimamente dignas para grande parte da população que divide conosco este meio e para isso devemos pensar além. Temos que ser “sustentáveis” principalmente na hora em que escolhemos nossos representantes no Governo, para não acabarmos em mais uma tentativa de reciclar o lixo de Brasília. E este além de não ter nenhum benefício, ainda prejudica a vida de muitos de nós.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

A menina, o cachorro e uma nova forma de ver o mundo


Esta semana ao andar na rua para ir até o colégio de minha irmã, uma cena no mínimo interessante se deu a poucos passos de mim. Na calçada em que eu caminhava, praticamente ao meu lado, uma menina passeava com seu cachorro. Isso seria algo comum e rotineiro se não fosse pelos inúmeros detalhes impressos nesta pequena e comum situação.
            A menina em questão não tinha mais que seus 10 anos, negra, com as roupas surradas e os pés descalços. O cão estava preso em uma corrente enferrujada e assim como sua dona trazia em si todos os índices de sua precária condição social. Era um vira-lata na cor caramelo e sem uma das patas traseiras.
            Contudo, não foi com um olhar de pena ou de compadecimento que observei a situação que se desenrolava a minha frente. Não foi a humildade e a precariedade tanto da menina quanto de seu cachorro que me chamaram a atenção, e sim a felicidade estampada no olhar de ambos os personagens da cena.
            Da mesma maneira que estamos cansados de ver em cenas de novelas e filmes, a menina passeava com seu cachorro, orgulhosa, sua postura altiva para sua pouca idade evidenciava o quando ela se sentia importante por ter um cachorro para passear, imitando conscientemente ou não a mesma cena que ela vê centenas de vezes em sua televisão. E enquanto caminhava, olhava para as pessoas com o se dissesse “Olha, estou aqui e sou tão importante quanto você!”
            O vira-lata de cor caramelo não poderia estar mais feliz, mesmo com apenas suas três patas vinha um pouco à frente de sua pequena dona, forçando a corrente, louco para descobrir um mundo desconhecido para ele.
            Tal cena me marcou tanto que foi impossível não transformá-la em um pequeno texto. E mais do que curiosidade, esta cena nos leva a uma série de reflexões. Mas confesso que peguei a mim mesma me colocando na situação da menina. Quantas e quantas vezes tentamos imitar ou mesmo ser um rascunho daquilo que consideramos perfeitos para ser aceito, para dizer “Olha, eu estou aqui e também sou importante!”